Quem fez redução de estômago tem direito a desconto na refeição

Uma lei sancionada em Campinas desde 2012 no governo do ex-prefeito Pedro Serafim (PDT) que obriga bares e restaurantes a dar 50% de desconto a quem tiver estômago reduzido não tem sido respeitada na cidade. Ela garante o desconto em porções ou meia porção para quem comprovar que tenha reduzido o estômago por meio de cirurgia bariátrica ou qualquer outra gastroplastia.

Por Soraia Burger
Foto: Arquivo pessoal

Segundo o autor da lei, o vereador Francisco Sellin (PMDB) da antiga gestão, o cliente que pleitear o desconto deverá apresentar um laudo ou declaração feita por um médico devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM) que comprove a cirurgia. “A nova lei não está direcionada a restaurantes de comida por peso e nem tampouco inclui bebidas. Os estabelecimentos devem ainda conceder descontos nas porções ou meia delas para estas pessoas que realizaram este tipo de cirurgia”, afirma o até então vereador.

Sandra Rezende

Para Sandra Rezende, que fez a cirurgia de estômago, silêncio sobre descontos é constrangedor

De acordo com uma das pacientes, Sandra Rezende, que já passou por tal procedimento e mora em Campinas, muitos estabelecimentos na cidade não respeitam a lei e quando solicitado o desconto, o descaso é constrangedor.

Segundo o médico especialista em gastroenterologia, Hercio Cunha, o paciente que passa pelo processo cirúrgico reduz a capacidade de ingestão. “A medida é cabível, porque muitos sem alternativa escolhem as opções que mais agradam e sobra alimento no prato. Como a situação é constrangedora, para não descartar a comida, outra pessoa acaba comendo. Um dos reflexos imediatos é provocar o aumento de peso do acompanhante”, explica.

Consequência

Segundo a diretora do Procon Campinas, Viviane Carvalho de Moura Belmont, em caso de descumprimento da lei municipal, o dono do estabelecimento poderá ser multado com o valor mínimo de R$ 469,80.

O consumidor que se sentir lesado poderá recorrer a instituição pelo número 151 ou ainda acessar o site do Procon.

“Faltam ainda divulgação e orientação tanto da população quanto dos estabelecimentos de como será posta em prática esta lei. É um direito de quem realmente passou por tal cirurgia e acho que devemos lutar por esta causa”, conclui a funcionária pública Sandrinha Rezende.

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